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RESENHA POLITICA- Hospital João Paulo II permanece enfrentando problemas históricos e é o pior das capitais no Brasil

Matérias recentes publicadas pelo Portal Madeira, mostram escândalos políticos e em matéria do jornal O Globo postada hoje mostrou que Rondônia têm serviço público de Saúde e Proteção Social abaixo da média nacional, sendo o penúltimo com a pior nota entre as capitais brasileiras

RESENHA POLITICA-POR ROBSON OLIVEIRA DO JORNAL PORTAL MADEIRA:

ENGRENAGEM
Há escândalos que rendem apenas manchetes passageiras. Outros deixam marcas profundas na história das instituições. A denúncia que tramitava sob sigilo desde 2023 e somente agora veio a público pertence à segunda categoria.
Seu conteúdo, segundo a acusação, revela uma engrenagem complexa montada no interior da Assembleia Legislativa de Rondônia para influenciar a eleição da Mesa Diretora e assegurar a permanência de um mesmo grupo no comando do Parlamento.
INVESTIGAÇÃO
A peça acusatória descreve, em tese, um conjunto de ilícitos que inclui lavagem de dinheiro, peculato, grilagem, “gafanhotagem” e outros crimes contra a administração pública. Não se trata de uma narrativa construída apenas sobre ilações.
Segundo os autos, há um volumoso conjunto probatório reunido ao longo da investigação, composto por interceptações telefônicas, escutas ambientais, registros de encontros entre investigados em hotéis, além do monitoramento de assessores transportando envelopes que, de acordo com a suspeita dos investigadores, conteriam dinheiro destinado às operações descritas na denúncia.
ESCÂNDALO
Caso esse acervo probatório resista ao contraditório e seja confirmado pela Justiça, Rondônia poderá estar diante de um dos mais graves escândalos políticos das últimas décadas. O jornalista Rubens Coutinho, do portal Tudo Rondônia, foi quem retirou o caso da sombra e revelou ao público detalhes da investigação.
ORIGEM
A denúncia menciona os deputados estaduais Alex Redano, Laerte Gomes e Jean Oliveira, todos com direito à ampla defesa e ao contraditório, garantias que devem ser respeitadas em qualquer Estado Democrático de Direito.
Mas há um aspecto impossível de ignorar. O caso já deu origem a outros oito inquéritos, indicando que a investigação pode alcançar dimensões ainda maiores.
REINCIDÊNCIA
A impressão transmitida pelos autos é a de que as velhas práticas que tantos prejuízos causaram à imagem da Assembleia Legislativa talvez nunca tenham desaparecido completamente. Apenas permaneceram adormecidas por algum tempo.
DEGRADAÇÃO
É impossível não recordar um passado recente, quando diversos ex-deputados estaduais acabaram condenados e cumpriram longas penas por esquemas de corrupção que transformaram o Parlamento rondoniense em símbolo nacional de degradação institucional. A sociedade acreditou que aquela página havia sido definitivamente virada.
SEMELHANÇA
A denúncia agora apresentada, se vier a ser confirmada pelo Poder Judiciário, sugere exatamente o contrário: o enredo pode ter mudado de personagens, mas conserva um roteiro perigosamente semelhante.
FANTASMA
A Assembleia Legislativa existe para representar os interesses da população, fiscalizar o Executivo e produzir leis. Quando passa a ocupar espaço predominante nas páginas policiais, perde autoridade moral para cobrar ética de qualquer outro Poder.
Se as acusações forem improcedentes, que os investigados sejam absolvidos e suas honras restauradas.  Mas, se forem confirmadas, Rondônia terá a amarga constatação de que o fantasma da corrupção parlamentar nunca foi exorcizado. Apenas esperava a oportunidade para voltar à cena.
CRITICAS: 
O deputado federal e pré-candidato ao Senado Fernando Máximo tem intensificado as críticas à situação da saúde pública de Rondônia.
O problema é que ele não observa esse cenário da arquibancada. Durante quase quatro anos, foi secretário estadual de Saúde do governo Marcos Rocha e ocupou a principal cadeira responsável pela condução da política pública que hoje critica.
CONTRADIÇÃO
É natural que um parlamentar fiscalize a administração. O que desperta questionamentos é quando a crítica desconsidera o próprio histórico de gestão.
Se os problemas estruturais da saúde persistem, é inevitável que parte do debate recaia sobre quem comandou a pasta por um período tão longo.
RESPONSÁVEL
O caso do HEURO simboliza essa contradição. Fernando Máximo afirma que deixou o projeto encaminhado e que os problemas surgiram apenas após sua saída da Secretaria.
Entretanto, toda a modelagem administrativa, os procedimentos preparatórios e a condução do processo licitatório ocorreram durante sua gestão.
COMEMORAÇÃO
Mais do que isso, no dia do leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo, Fernando Máximo estava ao lado do governador Marcos Rocha comemorando o resultado como uma conquista histórica para Rondônia. À época, o discurso era de sucesso absoluto.
ATRASO
Com o passar do tempo, porém, o projeto transformou-se em uma das maiores frustrações da saúde pública estadual. O Estado acabou abortando o contrato ao constatar que a empresa vencedora não reunia condições de executar uma obra dessa dimensão.
O resultado foi um enorme atraso para uma população que continua aguardando um hospital prometido há anos. Politicamente, é difícil dissociar esse desfecho de quem participou diretamente da concepção, da modelagem e da celebração do processo.
DECISÃO
Outro argumento frequentemente utilizado pelo parlamentar é a aquisição de um hospital durante a pandemia. Evidentemente, a Secretaria de Saúde participou da condução técnica da operação.
Mas decisões dessa natureza pertencem ao governo e são tomadas sob a liderança do chefe do Executivo. Atribuir exclusivamente a si uma decisão institucional simplifica um processo que envolveu toda a estrutura administrativa do Estado.
OMISSO
Também chama atenção sua atuação discreta em temas de grande impacto para Rondônia, como a concessão da BR-364. O modelo implantado gerou críticas pelo elevado custo dos pedágios e pelas expectativas ainda não concretizadas em relação às obras de duplicação. Como deputado federal, Fernando Máximo teve espaço para participar desse debate com maior intensidade.
RESPONSÁVEL
O Hospital João Paulo II permanece enfrentando problemas históricos. O novo hospital continua distante da realidade e está longe de acontecer.
A saúde estadual ainda convive com dificuldades conhecidas da população. São questões que fazem parte do legado de diferentes governos, inclusive do período em que Fernando Máximo esteve à frente da Secretaria.
ESTRATÉGIA
Agora, em pré-campanha ao Senado, o deputado percorre os municípios reforçando a imagem construída durante a pandemia e associando sua trajetória pública a frequentes referências à fé.
Trata-se de uma estratégia legítima de comunicação política. Mas nenhuma narrativa, por eficiente que seja, substitui a necessidade de prestar contas da própria gestão.
COERÊNCIA
Na política, a coerência continua sendo um dos critérios mais importantes para avaliar um homem público. Antes de cobrar os outros, todo candidato precisa estar disposto a responder pelas decisões das quais participou. O eleitor, por sua vez, ganha mais quando confronta discursos com fatos e marketing com resultados.

CONFIRA A MATÉRIA DO JORNAL O GLOBO NOTICIADA NESTE SÁBADO, 04 DE JULHO DE 2026 ÀS 03H30 DA MADRUGADA COM, O TÍTULO: Capitais brasileiras têm serviço público de Saúde e Proteção Social abaixo da média nacional, diz estudo; veja o ranking:

Um levantamento divulgado nesta sexta-feira aponta que nenhuma das 26 capitais brasileiras supera a média dos municípios do país na prestação de serviços públicos das áreas da Saúde e Proteção Social. O estudo feito pela organização Agenda Pública não analisou o Distrito Federal.

O levantamento avalia a qualidade da entrega dos serviços públicos a partir de 47 variáveis oficiais, distribuídas em oito dimensões: Educação, Saúde, Proteção Social, Meio Ambiente, Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico, Gestão e Mobilidade.

Na categoria Saúde, o ranking é liderado por Florianópolis, Palmas, Teresina, Boa Vista e Vitória. As cinco piores capitais, por sua vez, foram: Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Belém, Maceió. Com os melhores resultados no quesito, Florianópolis marcou 0,625 — em uma escala que vai de 0 a 1 —, classificado como “médio-alto”.

A média nacional foi de 0,723. Para o levantamento, foram considerados indicadores como mortalidade prematura por doenças crônicas, cobertura vacinal, gastos per capita em saúde, taxa de mortalidade infantil, subnutrição e obesidade infantil.

Na categoria Proteção Social, por sua vez, foram levados em consideração dados de proporção de pessoas em situação de pobreza, Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) por mil habitantes e taxa de famílias com renda per capita de até meio salário mínimo com cadastro atualizado no Cadastro Único. A média nacional nesta categoria é de 0,702.

A capital com os melhores números neste quesito é Palmas, seguido de Florianópolis, Curitiba, Campo Grande e Cuiabá. No final do ranking estão Belém, Fortaleza, Salvador e Recife.

No ranking geral, que leva em conta todas categorias, Curitiba é a capital na faixa mais alta de qualidade, com nota 0,704. Na sequência aparecem Florianópolis, Vitória, São Paulo e Cuiabá. A maior parte das capitais ficou entre 0,500 e 0,688.

A Agenda Pública destaca que a pesquisa “revela contrastes importantes entre riqueza econômica e qualidade dos serviços públicos”. Apesar de liderar o país em PIB, São Paulo aparece em 4° lugar no ranking geral e tem a menor proporção de CRAS por 100 mil habitantes entre as capitais. Florianópolis, por outro lado, aparece em 2° lugar no ranking, apesar de ter uma economia menor que Curitiba e Porto Alegre.

Outro destaque do estudo é o caso da Amazônia Legal. A análise das nove capitais da região, que inclui todos os estados do Norte, além do Mato Grosso e Maranhão, mostra que elas também estão abaixo da média nacional, sendo que no Norte, o pior hospital com nota 0,407 continua sendo o Hospital Estadual João Paulo II, que continua sendo precário e de péssima qualidade ao ser adminstrado pelo Governo de Marcos Rocha, atual governador de Rondônia.

Veja abaixo o ranking nacional das capitais:

  1. Média Brasil: 0,491
  2. Curitiba; 0,704
  3. Florianópolis; 0,688
  4. Vitória; 0,674
  5. São Paulo; 0,624
  6. Cuiabá; 0,571
  7. Palmas; 0,568
  8. Belo Horizonte; 0,565
  9. Porto Alegre; 0,561
  10. Aracaju; 0,548
  11. Goiânia; 0,548
  12. Rio de Janeiro; 0,542
  13. Teresina; 0,528
  14. Campo Grande; 0,514
  15. Manaus; 0,512
  16. Recife; 0,505
  17. Boa Vista; 0,500
  18. Fortaleza; 0,497
  19. Rio Branco; 0,490
  20. João Pessoa; 0,484
  21. Natal; 0,476
  22. São Luís; 0,463
  23. Salvador; 0,455
  24. Macapá; 0,437
  25. Maceió; 0,426
  26. Porto Velho; 0,407
  27. Belém; 0,392

POR ROTA POLICIAL NEWS: Não bastasse a nota péssima e inificiente no João Paulo II, na última sexta-feira, 03 de Julho d 2026, a SESAU tentou tomar de uma vez por toda o Hospital Regional de Vilhena/RO, o que gerou grande polêmica com ações da Polícia Militar e de duas esferas da Justiça que terminaram por retirar à SESAU e a empresa por eles contratada para invadir o HRV do local neste sãbado, 04 de Julho.

O Hospital João Paulo II vem tendo péssimas notas e é foi considerado o pior hospital do Brasil em 2011 e conforme matéria postada pelo Domingo Espetacular em 14 de Julho de 2024 demonstrou que nada havia mudado e que a situação só vinha se agravando.

E COMO VAI FICAR SE O HRV FICAR SOB A TUTELA DO ESTADO OU SEM REPASSES CONFORME AMEAÇOU O SECRETÁRIO DE ESTADO E SAÚDE DE RONDÎNIA NESTE SÁBADO?

A  situação da saúde no Estado de Rondônia já é uma vergonha nacional e caso o Hospital Regional de Vilhena (HRV) seja realmente assumido pela gestão estadual o caos vivido no João Paulo II em Porto Velho pode ser o mesmo que passará a ser vivido na maior cidade do Cone Sul.

Enquanto segue com repassasses da Prefeitura de Vilhena e do próprio Estado de Rondônia, sob a administração da Santa Casa de Misericórdia Chavantes a saúde melhorou muito, apesar de ainda existirem reclamações, o que se é normal em hospitais públicos.

Há denúncias de atrasos de salários e faltas de medicamentos mas tais fatos seguem sendo avaliados pela Justiça de Rondônia. Mas o que realmente é temido pela população quanto ao empasse e toda essa situação é a de como a saúde poderá ficar nos próximos dias ou meses, afinal, quem sempre acaba prejudicado é o povo.

Hoje, segundo portais de notícias locais como o Folha do Sul On-Line, após a Justiça determinar a saída imediata da SESAU até que o caso seja discutido em novas audiências, atendendo medida de tutela de urgência, o secretário da pasta no estado teria ameaçado à prefeitura de Vilhena afirmando que, caso a substituição fosse impedida, o que ocorreu hoje, o Estado poderia devolver ao Município a responsabilidade pela gestão da unidade e interromper os repasses financeiros destinados ao hospital.

Prefeito critica possibilidade de suspensão dos repasses

Após a divulgação das liminares, o prefeito de Vilhena, Delegado Flori, voltou a defender que qualquer mudança na administração do Hospital Regional ocorra de forma planejada, preservando a continuidade dos atendimentos.

Segundo Flori, a maior preocupação é garantir uma transição segura, sem comprometer o atendimento à população.

Ao tomar conhecimento da possibilidade de o Governo suspender os repasses financeiros destinados à manutenção dos serviços de saúde, o prefeito criticou duramente a medida e resumiu sua reação em uma frase:

“São uns inconsequentes.”

Próximos passos

Com as decisões liminares do Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas, a determinação de desocupação do Hospital Regional fica suspensa até nova deliberação judicial e administrativa.

A tendência, conforme os desdobramentos do caso, é que eventual escolha de uma nova organização social para administrar o Hospital Regional, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Instituto do Rim ocorra por meio de procedimento administrativo regular, como chamamento público, garantindo ampla concorrência e observância das normas legais.

Enquanto isso, a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes permanece na administração das unidades de saúde, e o caso continua sendo acompanhado pelo Poder Judiciário, Tribunal de Contas, Ministério Público e pelos órgãos estaduais e municipais envolvidos.

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Matéria de 2024 no Domingo Espetacular quanto ao Hospital João Paulo II:

Matéria da tentativa do Governo Marcos Rocha de invadir e assumir o Hospital Regional de Vilhena no “supetão” na última sexta-feira:

Matéria deste sábado, das deliberações da Justiça de Rondônia, concedendo as tutelas de urgência em favor da prefeitura e da Santa Casa de Misericórdia:

Fontes: Portal Madeira, Rota Policial News, O GLOBO, Folha do Sul On-Line, Domingo Espetacular, G1 Rondônia e Tudo Rondônia

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