Uma ocorrência de violência doméstica mobilizou a Guarnição Reforço da Polícia Militar na noite de quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, em Vilhena. O caso foi registrado por volta das 20h30 na Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) de Vilhena.
A vítima compareceu à unidade policial acompanhada da filha, relatando que mantém união estável há cerca de seis meses com o suspeito e que, durante o relacionamento, vinha sofrendo constantes ameaças. Segundo ela, nos últimos dias as intimidações teriam se intensificado, incluindo ameaças de morte.
Ainda conforme o relato, na data dos fatos o homem teria desferido um soco contra o peito da companheira, causando vermelhidão, além de arranhões nas pernas.
A mulher afirmou também que o suspeito costumava ameaçá-la utilizando uma faca e dizia ter ligação com facção criminosa, o que aumentava o medo dentro da residência.
De acordo com a denunciante, o casal morava e trabalhava como caseiros na chamada Chácara da Amizade, onde ocorreu mais um desentendimento por motivo considerado fútil.
Durante a discussão, ela e a filha teriam sido expulsas do imóvel. O suspeito ainda teria quebrado o aparelho celular da vítima, gerando prejuízo material. A filha presenciou parte das ameaças.
Os policiais militares relataram que a mulher estava bastante abalada emocionalmente no momento do atendimento da ocorrência, demonstrando o medo e constrangimento que lhe foi causado pelo infrator.
A guarnição se deslocou até a propriedade rural, onde o suspeito foi localizado. Conforme informado, ele se recusou a abrir a porta e teria desacatado os policiais. Diante da situação de flagrante envolvendo violência doméstica, foi necessário o ingresso forçado na residência.
No interior do imóvel, o homem apresentava comportamento alterado e resistiu à abordagem, sendo necessário o uso de técnicas de imobilização e algemação. Foi realizada busca no local para localizar as facas mencionadas, porém os objetos não foram encontrados. O infrator proferiu ameaças e xingamentos aos policiais.
O suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) para as providências cabíveis. Já na unidade policial, ele ainda fez acusações contra um dos militares.
A vítima manifestou interesse em representar criminalmente contra o agressor e solicitou Medida Protetiva de Urgência, afirmando temer por sua segurança. O caso segue sob apuração das autoridades competentes.