Um homicídio foi registrado na noite desta terça-feira, 03 de março de 2026, na rua 724, no bairro Marcos Freire, em Vilhena. A vítima foi identificada como Maurício Dias Tomaz, de 44 anos.
De acordo com as informações apuradas, o adolescente de iniciais P.H., de 15 anos, estaria ingerindo bebida alcoólica na residência de Maurício quando um desentendimento teve início. Após a discussão, o menor deixou o local, mas retornou minutos depois armado com uma faca.
Já na via pública, os dois entraram em luta corporal. Durante o confronto, Maurício conseguiu reagir e o adolescente acabou tendo um dos dedos amputado.
Apesar disso, o menor desferiu diversos golpes, atingindo as costas, o abdômen e as pernas da vítima. Um dos ferimentos atingiu a artéria femoral, provocando intensa hemorragia.
Mesmo gravemente ferido, Maurício correu para dentro da residência, onde caiu e morreu antes da chegada da unidade de resgate do Corpo de Bombeiros Militar.
A guarnição do Patrulhamento Tático Móvel (PATAMO) da Polícia Militar isolou a área para os trabalhos da perícia da Polícia Técnico-Científica (POLITEC).
O adolescente foi socorrido por populares até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, posteriormente, transferido ao Hospital Regional, onde recebeu atendimento médico e acabou apreendido. Conforme informado, ele confessou o crime e relatou que a briga teria motivado o ataque.
Familiares informaram que o adolescente havia chegado ao município há poucos meses e que Maurício teria inclusive ajudado o jovem a conseguir emprego na cidade.
O corpo de Maurício Dias Tomaz foi librado para funerária Vilhena e deverá passar por exame de necrópsia antes de ser liberado para velório e sepultamento. A ocorrência será registrada na Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP).
Por se tratar de menor de 18 anos, o adolescente não responderá pelo crime de homicídio nos termos do Código Penal Brasileiro, mas sim, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ele deverá responder por ato infracional análogo ao crime de homicídio.
A Justiça da Infância e Juventude poderá aplicar medidas socioeducativas, incluindo internação em unidade específica para menores infratores.
A internação, nos casos mais graves, pode durar até três anos, com reavaliações periódicas, e o jovem deve ser liberado compulsoriamente ao completar 21 anos de idade e com a ficha limpa.
Este é o quarto homicídio consumado registrado em 2026 no município de Vilhena, que também já contabiliza outras várias tentativas de assassinato ao longo do ano.