Policial

Acusado de matar policial militar diz em depoimento que ele mesmo quem atirou primeiro

Irmão dele, porém, nega ter dado soco que desestabilizou o militar, aplicado antes do tiro. Acusado disse que policial atirou depois de ser baleado

O Delegado de Polícia Civil de Vilhena, Fábio Campos, apresentou na manhã desta segunda-feira, 12, detalhes acerca do interrogatório dos irmãos Cledivaldo Ferreira da Silva e Sandro Ferreira da Silva, que participaram da execução do cabo da Polícia Militar do Estado de Rondônia, Gilberto Passos, no último dia 7 de agosto. (Veja Aqui) e (AQUI).

Ao delegado, Cledivaldo Ferreira, confirmou ter sido ele o autor dos disparos. Ele disse, inclusive, que foi o primeiro a sacar a arma no momento da discussão.

Ainda de acordo com os relatos repassados, o primeiro disparo foi da arma que estava com Cledivaldo.

ROTEIRO DO CRIME

Segundo as informações apuradas pelos investigadores da Polícia Civil, em um determinado momento da discussão, Cledivaldo sacou a arma e logo em seguida, Passos sacou sua arma, anunciou ser policial, mas ninguém disparou de imediato.

Segundo a versão de Cledivaldo, o grupo envolvido na confusão caminhava pela rua. Os dois apontavam as armas um para o outro até que Cledivaldo teria se sentido de alguma forma coagido e acabou disparando contra o cabo da PM.

Embora o laudo da perícia ainda não esteja concluso, cogita-se que o projétil atingiu uma artéria do policial.

O irmão de Cledivaldo, Sandro Ferreira da Silva, é acusado de acertar um murro contra o policial. O golpe foi dado pelas costas e possivelmente o disparo aconteceu quando a vítima estava no chão.

Sandro nega que tenha dado o soco em Passos, e diz que tentava acalmar os ânimos durante a discussão.

O laudo que vai apontar com exatidão da causa da morte do policial está em fase de conclusão. Os dois irmãos continuam presos. Cledivaldo já tem passagens pela polícia.

TIROS

Ainda de acordo com a investigação conduzida pela Polícia Civil, após ser atingido, o policial militar disparou contra Cledivaldo, que ficou ferido.

A arma utilizada pelo autor do homicídio era um revólver calibre 38 e durante a confusão ele disparou seis vezes. Um dos tiros foi o que atingiu a vítima.

Ainda segundo as investigações, Cledivaldo tinha mais seis munições intactas consigo, o que já havia sido confirmado por policiais militares que estavam na operação para capturar os dois irmãos.

Fonte: Gazeta Amazônica
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