Política

Vereador Sargento Suchi que votou pela cassação do vereador Célio Batista, lamenta absolvição através de vídeo

Sargento Suchi (Podemos) lutou bravamente pela cassação, em prol da Justiça, mas colegas acabaram "dando pra trás" e absolvendo parlamentar afastado

O vereador Sargento Carlos Suchi (Podemos) lutou até o fim, durante toda a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), no intuito de agir de forma eficaz no combate a corrupção, no entanto, o vereador Célio Batista (PR) que encontra-se fazendo o uso de tornozeleira eletrôncia e afastado dos trabalhos na Câmara por decisão da Justiça, acabou absolvido por outros vereadores. Além disso, a vereadora Verá da Farmácia (MDB), se quer compareceu a Câmara para votação.

❝A fraqueza da Câmara de Vereadores e a omissão de alguns Vereadores em que se absteram de um compromisso como representantes do povo. Vergonha. Casa está desmoralizada perante a sociedade,❞ disse Sargento Suchi.

O vereador publicou um vídeo lamentando a absolvição e falando da desmoralização da Casa, diante da absolvição de um vereador que além de estar afastado da Justiça, jamais atendeu os anseios da sociedade, chegando a fugir por algumas vezes da votação.

Suchi afirma estar decepcionado com os demais vereadores e, que a partir de agora, trabalhará sozinho, longe dos demais parlamentares, mas junto ao povo e pelo povo, o qual o elegeu para fiscalizar e honrar a cidade.

O vereador França Silva (PV), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou se o vereador Célio Batista (PR) cometeu crimes de prática de corrupção e ato de improbidade, votou pela cassação do vereador, que está afastado pela justiça de suas funções na Câmara de Vereadores de Vilhena.

França, Rafael Maziero (relator) e Carlos Suchi (membro) elaboraram o parecer final da CPI pedindo a cassação do vereador por nepotismo, já que uma empresa de um parente de Célio Batista teria sido mantida como beneficiária de um contrato junto ao SAAE quando o vereador estava atuando em seu cargo, o que era vedado por lei municipal na época.

Como presidente da comissão, o vereador ressaltou que após extensa investigação o relator, através de seu parecer, pediu a cassação de Célio com forte fundamentação e por acreditar que a população busca nos seus entes públicos o mínimo de decoro dentro de sua esfera de atuação. França decidiu acompanhar o voto do relator pela cassação do vereador Célio Batista.

No entanto, a votação pela cassação dos demais parlamentares não atingiu os 2/3 necessários, e Célio foi absolvido, mesmo perdendo por um placar de 7 votos a favor, três abstenções e uma ausência.

A votação aconteceu em duas etapas, sendo a primeira pelos supostos atos de corrupção envolvendo esquema fraudulento de loteamento, confira:

 

A segunda votação, sobre o caso de nepotismo:

 

Fonte: Rota Policial News / DICOM – Câmara de Vilhena

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