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Policiais militares estão frustrados com as “leis frouxas” que não mantêm criminosos na cadeia em Vilhena, diz oficial

“Hoje, é mais fácil um policial ser processado do que um bandido”

Com vários furtos e roubos acontecendo diariamente em Vilhena, a Polícia Militar se desdobra para atender todas as ocorrências. Em algumas situações, os policiais não conseguem encontrar ou deter aqueles que cometeram o delito, em outras, sim. Porém, a flexibilidade da lei é algo que vem deixando os militares inconformados.

Em conversa com um oficial, ele revelou  que muitos colegas de profissão se sentem frustrados no serviço, pela falta de rigidez nas leis, que faz com que criminosos sejam liberados logo após terem cometido o delito.

Essas situações são conhecidas no meio policial como “enxuga gelo”. Para explicar o termo, o militar revelou que ele é usado com criminosos que são frequentemente detidos pela PM, mas logo conseguem a liberdade. Na outra semana, ele volta a cometer um delito, sendo mais uma vez levado pela polícia, e liberado em seguida; e assim, sucessivamente. ”A lei diz que precisa ser solto, porque não tem uma prova consistente para ficar preso. Hoje mesmo teve uma ocorrência que não deu em nada, e me deixou indignado”, acrescentou.

As ocorrências mais comuns acontecem pelo o uso de drogas. De acordo com o agente, a maioria dos usuários da cidade “não tem nada na vida”, e começam nas drogas leves, mas logo conhecem o crack e, para conseguir comprar o entorpecente, na fissura, passam a roubar e podem até matar.

O entrevistado revelou também que, em algumas situações, os policiais acabam sendo mais punidos que os próprios criminosos. Algumas pessoas apreendidas acusam a PM de agressão, mesmo que o laudo médico não aponte nenhuma lesão, “mas a palavra dele vale mais do que a nossa, aí o sujeito é solto”, completou.

Há aqueles que acusam os militares até mesmo de roubo, sem provas. Tudo resulta em processos, tanto na Vara Criminal, quanto no Quartel do 3º BPM. “Como você acha que fica a cabeça de um policial? É processo sobre processo. Hoje, é mais fácil um policial ser processado do que um bandido”, revelou.

Fonte: Folha do Sul/Jéssica Chalegra

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