PM apura denuncia e encontra menino autista de 10 anos com marcas pelo corpo em Vilhena
Vizinhos acionaram a Polícia Militar após relatarem que ouviam frequentemente choros e gritos de duas crianças; garoto teria sido castigado após beber refrigerante

A Polícia Militar foi acionada nesta quarta-feira, 08 de outubro de 2026, para averiguar uma denúncia de possíveis maus-tratos envolvendo duas crianças, uma menina de 7 anos e um menino de 10 anos, em uma residência de Vilhena, no Cone Sul de Rondônia.

Segundo os vizinhos que fizeram a denúncia, choros e gritos das crianças seriam ouvidos com frequência, inclusive durante a madrugada. Conforme o relato, os pais também costumariam elevar o tom de voz durante os episódios.
Ainda de acordo com os denunciantes, antes de procurarem a Polícia Militar, eles teriam observado o menino chorando e ajoelhado dentro da residência, enquanto o pai estaria gritando com ele. Os vizinhos afirmaram ter percebido uma situação que poderia indicar agressão física.

Quando os policiais chegaram ao imóvel, o pai das crianças já havia saído para trabalhar. A mãe foi informada sobre a denúncia e, durante o atendimento, confirmou que havia aplicado um “corretivo” nos filhos naquele dia. Segundo ela, as crianças não estariam obedecendo às determinações dos pais e fariam constantes “artes”.
Durante a averiguação, os policiais observaram marcas avermelhadas nas pernas e na região da cintura do menino.
Uma corda também foi localizada na sala da residência e, segundo as informações registradas na ocorrência, teria sido utilizada para castigá-lo.
A criança relatou aos policiais que havia apanhado do pai e que também teria sido obrigada a permanecer ajoelhada.
O castigo teria ocorrido depois que o menino tomou um refrigerante que estava na geladeira, contrariando uma determinação do pai. A irmã mais nova não teria sido submetida ao mesmo castigo.
A mãe informou ainda que os dois filhos possuem diagnóstico relacionado ao espectro autista e seriam considerados hiperativos.
Ela explicou que a menina, principalmente durante o banho, costuma apresentar resistência para permanecer no banheiro, situação que, segundo a mãe, provoca episódios de choro e gritos que podem ser ouvidos pelos moradores próximos.
A responsável também afirmou que as crianças seriam bastante agitadas e que, na visão dos pais, frequentemente precisariam de correções disciplinares.
Diante dos indícios constatados durante a ocorrência, a mãe foi encaminhada à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP), onde acompanhou o registro do caso.
O pai, apontado pela criança como responsável pelas agressões, também deverá ser investigado pelas autoridades.
O caso será apurado pela Polícia Civil, que deverá analisar os relatos dos envolvidos, as marcas encontradas no menino e os demais elementos registrados durante o atendimento policial.

Redação / Tony Mont-Serrate
Foto: Ilustração
Rota Policial News 





























