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Partidos que não atingirem quociente podem eleger vereador após contagem das “sobras”; entenda como funciona o cálculo

Previsão é de que Vilhena tenha cerca de 40 mil votos “bons” este ano

Em Vilhena, onde mais de 200 pessoas estão disputando uma vaga na Câmara de Vereadores, muitos questionam qual será o quociente eleitoral este ano. Esse procedimento eleitoral define quem atingiu votação suficiente para emplacar o primeiro parlamentar.

O quociente é calculado dividindo o número de votos válidos pela quantidade de cadeiras na Câmara. Levando em conta que, em virtude da pandemia de Covid-19, apenas 40 mil dos mais de 61 mil aptos a votar compareçam as urnas, o quociente seria, portanto, de 3.076 sufrágios.

Quando todas as nominatas (formadas por apenas um partido, já que não são mais permitidas as alianças entre duas legendas) elegerem o primeiro vereador, começa a contagem das sobras.

Um partido cujos candidatos fizerem cerca de 5 mil votos, tendo como base os 40 mil “bons”, coloca um e pode emplacar o segundo. Porém, se a agremiação atingir cerca de 6.200 votos, já emplaca dois vereadores de uma vez.

Apesar desse critério, segundo as regras eleitorais atuais, mesmo quem não fizer “legenda” pode eleger um vereador. Isso porque, após os primeiros escolhidos entre os que atingiram o quociente, começa a contagem das sobras.

Assim, se uma sigla tem 2 mil votos de sobra, mas a coligação que não atingiu o índice chegou a um número maior de sufrágios, tem direito de eleger um representante.

Exemplificando: se o partido a fez 5 mil votos, colocou um vereador e ficou com 2 mil de sobra, será vencido pela agremiação que não atingiu o índice, mas conquistou 2.100 sufrágios.

De acordo com velhos militantes da política local e coordenadores de campanha, será muito difícil, mesmo para os partidos mais fortes, com candidatos puxadores de votos, conseguir eleger mais de dois vereadores este ano.

“Pode até acontecer, mas seria uma grande surpresa”, avalia um candidato a prefeito, que preferiu não se identificar ao fazer o comentário.

https://youtu.be/kAG5njLrQB8

 

Fonte: Folha do Sul

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