Policial

Nove mortes e até 300 desaparecidos são confirmados em Brumadinho, após barragem da Vale se romper

Buscas continuam. O presidente da república visitará o local da tragédia

O Major da Polícia Militar, Flávio Santiago, chefe da imprensa da corporação, informou na noite desta sexta-feira (25), que sete pessoas foram encontradas mortas, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.

O Corpo de Bombeiros, no local, informou que o número de desaparecidos já chega a 300 pessoas. Rejeitos de lama atingiram a cidade na tarde desta sexta-feira. Segundo os bombeiros, há cerca de 300 desaparecidos e 189 pessoas já foram resgatadas.

Segundo os bombeiros, 51 oficias e seis aeronaves estão empenhados no local. Os helicópteros estão realizando o resgate de inúmeras pessoas ilhadas em diversos pontos a todo momento.

Vários órgãos, principalmente de segurança pública, estão no local e em reunião neste momento definindo as estratégias de atendimento.

O campo de futebol próximo ao local do rompimento está sendo utilizado como área de avaliação e triagem das vítimas para atendimento médico.

A barragem da Mina Feijão, administrada pela Vale, atingiu a cidade de Brumadinho e causou destruição. Aeronaves do Corpo de Bombeiros, Exército e Polícias Civil e Militar foram encaminhadas ao local para resgate e atendimento das vítimas.

Subiu para 9 o número de mortos após o rompimento da barragem em Brumadinho, segundo último balanço do Corpo de Bombeiros de MG, divulgado à 1h30

Justiça de MG determina bloqueio de R$ 1 bilhão da Vale após desastre em Brumadinho

Decisão liminar atende a pedido do governo mineiro para ajuda às vítimas e redução de danos. Rompimento de barragem matou pelo menos 9 pessoas e deixou até 300 desaparecidos.

A Justiça de Minas Gerais determinou no fim da noite de sexta-feira (25) o bloqueio de R$ 1 bilhão em contas da Vale, após o rompimento da barragem da mineradora em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo decisão liminar do juiz Renan Chaves Carreira Machado, o bloqueio atende a um pedido do governo do estado de MG para “imediato e efetivo amparo às vítimas e redução das consequências” do desastre.

O valor bloqueado deve ser transferido para uma conta judicial. Entre outras medidas, a mineradora também fica obrigada a apresentar um relatório sobre as medidas já tomadas de ajuda às vítimas em até 48 horas.

Na sentença, o juiz determina ainda:

  • que a mineradora cumpra protocolo para desastres, para estancar os vazamento da barragem em até 5 dias;
  • que dê início à remoção do volume de lama lançado pelo rompimento da barragem
  • que realize mapeamento para elaborar um plano de recomposição da área afetada
  • que adote medidas para evitar a contaminação de nascentes
  • que controle, imediatamente, a proliferação de pragas e vetores de doenças

A reportagem do Jornal Roa Policial News tem o vídeo do momento em que a barragem se rompe no local, veja:

O que se sabe até agora:

  • Rompimento ocorreu no início da tarde na Mina do Feijão, da Vale, em Brumadinho;
  • Mar de lama destruiu casas;
  • Havia empregados da Vale no local atingido pelo rompimento;
  • Há 9 pessoas mortas, outras 7 feridas e até 300 desaparecidas;
  • A Vale tinha 427 pessoas no local, e 279 foram resgatadas vivas;
  • Corpo de Bombeiros e Defesa Civil estão no local; helicópteros resgatam pessoas ilhadas em diversos pontos;
  • Ao menos seis prefeituras emitiram alerta para que população se mantenha longe do leito do Rio Paraopeba, pois o nível pode subir. Às 15h50, os rejeitos atingiram o rio;
  • Rodovia estadual que leva a Brumadinho está fechada;
  • Governo montou gabinete de crise; Bolsonaro vai sobrevoar o local no sábado;
  • Por precaução, o Instituto Inhotim retirou funcionários e visitantes do local.

Ações de emergência

De acordo com a Defesa Civil, os moradores que vivem na parte mais baixa da cidade estão sendo retirados das casas. Vários helicópteros estão trabalhando no local no resgate de vítimas. Não há como chegar ao local por terra.

A Polícia Rodoviária Estadual informou que a MG-040, entre as cidades de Brumadinho e Mário Campos, está totalmente interditada por causa do rompimento. Em Betim, uma equipe da Defesa Civil está às margens do Rio Paraopeba. A intenção é monitorar o nível da água e verificar se há risco de o rio transbordar.

A Cruz Vermelha informou que uma equipe de 50 voluntários treinados em resgate foi enviada para a região.

A Arquidiocese de Belo Horizonte informou que iniciou uma campanha para arrecadar donativos para os atingidos pelo vazamento. As doações podem ser entregues na Rua Além Paraíba, 208, Lagoinha, na capital.

Onda de rejeitos

O vazamento de rejeitos deixou em estado de atenção municípios banhados pelo Rio Paraopeba. Há risco que, em consequência do incidente, o nível suba repentinamente. Na região Centro-Oeste de Minas, Pará de Minas e Itaúna estão fazendo monitoramento.

A Agência Nacional de Águas (ANA) informou que a “onda de rejeitos” deve ser amortecida pela barragem da usina hidrelétrica de Retiro Baixo, localizada a 220 quilômetros do local do rompimento (leia nota completa).

A estimativa da agência de águas é de que os rejeitos atinjam a barragem da hidrelétrica em cerca de dois dias.

A ANA afirmou que está monitorando a onda de rejeito e coordenando ações para manter o abastecimento de água e sua qualidade para as cidades que captam água ao longo do Rio Paraopeba.

Segundo a Copasa, o abastecimento de água na Região Metropolitana de BH não deve ser prejudicado. A companhia está monitorando a situação.

Fonte: G1 Brasil

 

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