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Mulher diz que tomou arma de policial aposentado após ameaça e pediu medida protetiva, em Vilhena

Segundo ocorrência registrada na UNISP, ela afirma que agiu para se defender e que o disparo que atingiu o joelho do sargento aconteceu acidentalmente durante uma luta corporal

Uma nova versão sobre o caso envolvendo o sargento da reserva remunerada da Polícia Militar, baleado na tarde desta sexta-feira, 28 de agosto de 2026, em Vilhena, foi apresentada pela defesa da companheira do policial.

Conforme a ocorrência registrada na Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP), a mulher relata que teve um desentendimento com o esposo, policial militar aposentado, e que, durante a discussão, ele teria colocado a mão na cintura para sacar uma arma de fogo e a ameaçado.

Segundo a versão apresentada pela defesa, diante da suposta ameaça, a mulher teria conseguido tomar a arma do policial.

Ela teria retirado o carregador, porém uma munição permaneceu na câmara da arma.

Ainda conforme o relato, na sequência houve uma luta corporal entre os dois e, durante o confronto, ocorreu um disparo acidental, que atingiu o joelho direito do policial.

A defesa sustenta que a mulher não teria efetuado o disparo com a intenção de matar ou ferir o companheiro, mas que o tiro aconteceu durante a luta corporal, quando ela tentava se defender da suposta ameaça.

O policial foi socorrido e encaminhado para atendimento médico.

A mulher não compareceu pessoalmente à UNISP no momento do registro da ocorrência, segundo a defesa, por temer pela própria segurança.

Uma advogada constituída por ela procurou a unidade policial para formalizar o registro e também entrou em contato com a reportagem para apresentar a versão da companheira do policial.

No registro, a mulher relata ainda temer pela própria vida e pela segurança de seus filhos e solicitou medida protetiva de urgência.

A defesa afirma que a mulher teria agido em legítima defesa, diante de uma suposta ameaça com arma de fogo.

A alegação, contudo, ainda deverá ser analisada pelas autoridades responsáveis pela investigação.

O caso passa a ter versões distintas. Na ocorrência inicialmente divulgada sobre o episódio, a mulher teria sido apontada como responsável por agredir o sargento e efetuar o disparo.

Já no novo registro apresentado por sua defesa, ela afirma que teria tomado a arma após ser ameaçada e que o tiro ocorreu de maneira acidental durante a luta corporal.

A Polícia Civil deverá apurar a dinâmica da ocorrência, as circunstâncias que antecederam o disparo, a existência de eventual ameaça ou agressão e demais elementos que possam esclarecer o que realmente aconteceu.

A reportagem ressalta que a versão apresentada nesta matéria corresponde ao relato registrado pela defesa da mulher e ainda será investigada pelas autoridades competentes.

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Redação / Tony Mont-Serrate

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