Na noite de sexta-feira, 29 de Novembro, uma guarnição da Polícia Militar intensificou o patrulhamento tático nas imediações do Ginásio Municipal conhecido como “Geraldão”, localizado na rua 830, esquina com a avenida Paraná, no bairro Alto Alegre, em Vilhena/RO.
O local é amplamente conhecido pelas autoridades como ponto recorrente de consumo e comércio de substâncias entorpecentes, devido ao fluxo constante de pessoas que ali circulam.
Durante a ronda, os militares avistaram quatro indivíduos sentados na calçada do ginásio. Ao perceberem a aproximação da viatura, todos se dispersaram rapidamente.
Um dos suspeitos teria arremessado um objeto para o gramado de um canteiro, o que motivou a abordagem imediata.
Nas buscas pessoais, nada de ilícito foi encontrado. No entanto, no ponto exato onde o objeto havia sido lançado, os policiais localizaram um invólucro plástico com fecho hermético, contendo uma porção de material semelhante a pedra de crack.
Os quatro abordados, já conhecidos por serem usuários frequentes de drogas, admitiram que estavam no local para adquirir e consumir entorpecentes.
Um deles afirmou ter comprado a droga momentos antes, mediante pagamento via PIX, mas não chegou a consumi-la devido à chegada da guarnição. Ele também apontou outro dos presentes como responsável pela venda.
Um dos suspeitos, velho conhecido da polícia, possui histórico de condenações por diversos crimes e relatou aguardar determinação judicial para uso de tornozeleira eletrônica em razão de uma condenação recente. Diante da reincidência e dos indícios de tráfico, ele recebeu voz de prisão.
Durante o registro da ocorrência na Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP), dois dos conduzidos se exaltaram ao serem informados de que aguardariam o procedimento em uma das celas. Foi necessário o uso de técnicas de contenção para controlar a situação.
A polícia também registrou que nenhum dos envolvidos portava documento de identificação, sendo qualificados apenas por suas declarações.
Os pertences recolhidos incluíam telefones celulares, chaves, cartões bancários e controles de portão. O caso segue sob análise da autoridade judiciária, que adotará as medidas cabíveis.