Policial

Delegado revela detalhes sobre a morte a pauladas da mãe de policial militar após prisão do verdadeiro autor do crime

Homem considerado suspeito se calou por medo do assassino

Na manhã desta sexta-feira, 26, o delegado Núbio Lopes de Oliveira, titular da Delegacia de Homicídios de Vilhena, reuniu a imprensa e anunciou ter solucionado um crime que chocou a região, pela brutalidade empregada contra a vítima.

Mãe de um policial militar, Maria Teresa Resna, de 63 anos, foi executada a pauladas e sofreu afundamento de crânio. O assassinato aconteceu no dia 17 deste mês, no distrito de Novo Plano, pertencente a Chupinguaia, e foi noticiado pelo jornal.

Logo após o crime, um amigo da vítima, identificado como “Baco Baco”, de 59 anos e cujo nome verdadeiro é Pedro Bueno Pereira, chegou a ser preso, após uma testemunha dizer ter ouvido a vítima mencionar seu nome no momento do ataque. Um outro suspeito, identificado como T.R.N., de 34 anos , que tinha um relacionamento afetivo com a mulher, foi encontrado dormindo em sua casa e também levado a prestar esclarecimentos, mas não ficou preso, pelo fato de no momento não haver indícios contra ele.

Porém, a polícia acabou descobrindo que o verdadeiro assassino era mesmo o segundo investigado, que foi visto seguindo a vítima minutos antes do crime e depois foi novamente visto por outra pessoa, correndo próximo ao local dos fatos segurando os chinelos. Ao comparecer ao quartel da PM em Novo Plano muito antes do horário combinado para prestar esclarecimentos e não ter ido ao local onde a namorada morreu, T. passou a levantar suspeitas dos investigadores e acabou confessando ter matado a idosa, como também deu detalhes do ataque fatal contra ela, que condiziam com os encontrados na cena.

O assassino, conforme descobriu a polícia, faz tratamento contra esquizofrenia, mas há três meses não vai ao posto de saúde e nem toma a medicação prescrita para o seu caso. T. revelou que a motivação do crime seriam os problemas de relacionamento entre ele e a vítima, que “pressionava muito a sua cabeça”.

O homem afirmou que, após seguir Maria Teresa até a casa de “Baco Baco”, deu um soco nela, levando-a a cair por entre a cerca de arame liso que faz a divisa do terreno, e que ao invés de gritar “não, Baco Baco”, como relatado por uma testemunha, ela grita “socorro, Baco Baco”

T. relatou ainda que no primeiro golpe dado por ele contra o pescoço da vítima, a dentadura dela saiu da boca, prótese esta que de fato os investigadores encontraram na cena do crime.

Por fim, mesmo com a mulher caída e inconsciente, o agressor desferiu mais um golpe contra a cabeça dela, que de fato, causou sua morte.

INOCENTE E CALADO
Preso por um crime que não havia cometido, “Baco Baco”, na verdade, foi a única testemunha da brutalidade fatal contra Teresa, que apesar de não morar próximo, ia até sua casa as vezes buscar fumo emprestado.

Ainda em seu depoimento, após os policiais descobrirem que T. era o verdadeiro assassino, “Baco Baco”, relatou ter ficado calado por medo, pois é muito doente e temia que o homem, a quem ele viu sair do local correndo deixando Maria Teresa ao solo, tentasse também contra sua vida.

Segundo o delegado, o silêncio de “Baco Baco” fez com que as autoridades fossem induzidas a erro, mas assim que os indícios passaram a apontar contra T., a testemunha foi solta. O mandado de prisão contra T. foi cumprido na quinta-feira, 25.

O delegado que comandou as investigações destacou a atuação da PM do distrito de Novo Plano, dizendo que a solução do mistério aconteceu justamente pelo apoio prestado pela corporação, e que vai ficar na memória.

Fonte: Folha do Sul

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