Faculdade de Vilhena está entre cursos de Medicina de RO com pior desempenho no ENAMED
Faculdades de Medicina de Rondônia devem ser punidas após avaliação ruim no ENAMED. Em todo o país, mais de 100 faculdades foram avaliadas e 99 deles devem ser penalizados. O Enamed é uma prova anual aplicada pelo MEC avalia a formação médica no Brasil.
Quatro cursos de Medicina localizados em Rondônia foram classificados com desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes de Medicina (ENAMED) e devem sofrer sanções do Ministério da Educação (MEC).

Entre eles está uma instituição situada em Vilhena. O levantamento nacional foi divulgado na segunda-feira, 19 de Janeiro de 2026.
No estado de Rondônia, as faculdades que obtiveram notas abaixo do esperado foram:

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Faculdade Metropolitana – Nota 1
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Afya Centro Universitário de Porto Velho – Nota 2
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Centro Universitário Aparício Carvalho – Nota 2
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Faculdade Uninassau Vilhena – Nota 2
O ENAMED é uma avaliação anual aplicada pelo MEC, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), e tem como objetivo medir a qualidade da formação médica oferecida no país. As notas variam de 1 a 5, sendo que os conceitos 1 e 2 são considerados insatisfatórios.
Em nível nacional, mais de 100 cursos de Medicina participaram da avaliação, e 99 deles estão sujeitos a algum tipo de penalidade.
As medidas previstas pelo MEC incluem diferentes graus de restrição, de acordo com o desempenho obtido:
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8 faculdades ficam impedidas de abrir novas vagas, além de serem excluídas do FIES e de outros programas federais;
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13 instituições terão redução de 50% das vagas e também perderão acesso a programas federais;
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33 cursos deverão cortar 25% das vagas, com suspensão do FIES e de benefícios semelhantes;
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45 faculdades ficam proibidas de ampliar o número de vagas existentes.
Em nota, a Afya informou que identificou divergências entre os dados preliminares encaminhados em dezembro e os números oficiais divulgados nesta semana.
A instituição afirmou que aguarda esclarecimentos técnicos do MEC e do INEP antes de se manifestar de forma definitiva sobre o resultado.
A reportagem do G1 Rondônia procurou as demais faculdades citadas, mas não recebeu resposta até a última atualização.
A reportagem do Jornal Rota Policial News abre espaço para que as faculdades citadas prestem os devidos esclarecimentos, em especial a faculdade Uninassau de Vilhena/RO.
Por que algumas instituições não serão punidas?
Apesar do anúncio das sanções, o ministro da Educação, Camilo Santana, explicou anteriormente que as penalidades diretas não se aplicam a cursos que não estão sob a gestão do MEC.
É o caso de oito instituições estaduais e municipais que, mesmo figurando entre os piores desempenhos do ENAMED, não sofrerão punições administrativas do ministério.
Com a nota 4 conquistada na avaliação do ENAMED, o curso de Medicina da UNIR se destava como a melhor de Rondônia:
Em matéria publicada por Emerson Barbosa, no Jornal News Rondônia, em contrapartida as faculdades particulares com péssimo desempenho no ENAMED em Rondônia, a UNIR (Universidade Federal de Rondônia), Campus José Ribeiro Filho, continua classificada entre as 163 melhores do país, com a nota 4 no ENAMED.
O resultado, impulsionado pelo bom desempenho dos acadêmicos, destaca a instituição e a diferencia das demais na Região Norte tanto públicas quanto privadas, que registraram os piores resultados em nível nacional.
Diante de um cenário em que faculdades particulares de Rondônia obtiveram notas consideradas péssimas no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED), divulgado na última segunda-feira, 19 de Janeiro de 2026, o campus José Ribeiro Filho da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), onde está localizada sua matriz, destacou-se com um “bom” desempenho no exame nacional.
O curso de Medicina da UNIR, criado em 2001, alcançou a nota 4 no ENAMED, o equivalente ao Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) para a área de Medicina.
Dos 23 acadêmicos que participaram do exame, 19 se destacaram ao atingir um nível de proficiência considerado adequado.
Essa performance, com 82,6% dos participantes atingindo ou superando o nível de proficiência exigido, foi crucial para que o curso de Medicina da UNIR conquistasse a nota 4, que o ENAMED classifica como ‘Bom’. Essa avaliação positiva posiciona a UNIR entre as 163 melhores universidades federais do Brasil.
Em Rondônia, os cursos das instituições privadas de Porto Velho, Cacoal e Vilhena alcançaram a nota 1 e 2 no ENADE e figuram as piores notas no estado.
Esses cursos se incluem no grupo dos 99 (32% do total) que obtiveram conceitos 1 e 2, considerados os mais baixos. Segundo o MEC, “menos de 60% de seus estudantes apresentaram desempenho adequado no ENAMED. As instituições responsáveis por esses cursos passarão por ações de supervisão da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (SERES) do MEC”, explica.
O resultado do ENAMED na Região Norte demonstra que ainda há muito a ser melhorado. Dos 30 cursos avaliados por aqui, entre públicos e privados, 14 (o equivalente a 47%) obtiveram conceito 1 ou 2.
Esse conceito caracteriza os cursos em situação crítica, praticamente em “estado de UTI”. Na mesma região, apenas 3% dos cursos, representando apenas um, alcançaram conceito 5.
O ENAMED revela um contraste marcante na Região Norte: enquanto a região abriga um dos piores cursos de medicina do país, a Amazônia também se destaca por ter o único curso no Brasil a alcançar a nota máxima (média 5). Este curso de excelência é da Universidade Estadual do Pará (UEPA), campus de Marabá.
Entre os cursos de destaque, 114 alcançaram o conceito 4. Estes se inserem no seleto grupo considerado de alto padrão de qualidade no ensino médico.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) aponta que as universidades públicas, tanto federais quanto estaduais, obtiveram as melhores pontuações.
Para o ministro da Educação Camilo Santana, essa performance superior reflete o investimento do governo federal nas instituções que são mantidas pelo Governo Federal. Especificamente, 87,6% dos cursos federais alcançaram conceitos 4 ou 5, enquanto nas estaduais, o percentual foi de 84,7%.
Para Camilo, a excelência na formação médica é crucial para assegurar um atendimento de qualidade à população em hospitais, postos de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
“Há uma forte preocupação nos Ministérios da Educação e da Saúde em garantir a qualidade dos cursos de medicina oferecidos no país, uma vez que esses profissionais lidam diretamente com a vida das pessoas”, disse o ministro.
O Ministério da Educação (MEC) informou que os resultados do ENAMED podem ser utilizados em processos seletivos para programas de residência médica.
O órgão também detalhou que os dados divulgados contemplam os 351 cursos de medicina que participaram do exame, sendo que 304 deles pertencem a instituições públicas federais ou privadas. A analise foi divulgada na segunda-feira (19) em parceria com o Ministério da Saúde (MS).
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Redação, com informações ENAMED e G1 Rondônia
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