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Servidora dá exemplo e embeleza delegacia de polícia: “cuido do ambiente de trabalho como se fosse a minha casa”

Dos Anjos chega a buscar esterco em confinamento para adubar flores

Em todas as reportagens em que a UNISP (Unidade Integrada de Segurança Pública) de Vilhena é citada, ela está relacionada às ocorrências policiais.
Mas, por trás de tudo há uma pessoa empenhada em transformar o local em um ambiente mais bonito para si, para seus colegas de trabalho e também para os que passam por lá todos os dias da semana: Maria dos Anjos.

Há 30 anos no serviço público, Dos Anjos, como é chamada, é a pessoa encarregada de cuidar de toda a parte administrativa da UNISP.

Mas, aos 55 anos e cheia de energia, entre uma função e outra, ela se dedica também a embelezar o ambiente de trabalho, e tem muita história para contar, principalmente quando o assunto é plantar.

Dinâmica, a agente administrativa aproveita o tempo livre para fazer café, limpar o lugar, mas, sua parte favorita é o jardim, ao qual ela se dedica há dois anos, desde quando o prédio foi inaugurado.

Porém, esse trabalho ela já realizava no antigo endereço da Delegacia de Polícia Civil. Aliás, na mudança de local da DPC, ela se preocupou em levar todas as plantas que tinha cultivado para o novo espaço.

“Eu aprendi assim: tenho que cuidar do meu ambiente de trabalho igual cuido da minha casa”, disse.

Em uma volta pelo prédio, cada planta tem uma história para contar, desde o pé da cidreira que é usada para fazer chás para os parceiros de trabalho, aos pés de Ipê plantados com as mudas que o delegado Núbio de Oliveira trouxe de uma de suas viagens.

Já na sala de Dos Anjos, além de seus instrumentos de trabalho para as funções administrativas, há também enxada, cavadeira, chapéu e adubo para flores.

“Eu amo fazer isso aqui, tanto que estou pensando o que vou fazer depois que me aposentar”, comentou.

O cuidado com as plantas funciona como forma de aliviar o estresse e, para ela, não tem tempo ruim quando o assunto é esse. Dos Anjos sabe a hora de plantar, colher, ou quando uma planta precisa se substituída por outra.

Às vezes, junto com o jardineiro, vai buscar esterco em um confinamento de gado para ajudar a adubar as plantas, já que a terra da cidade não é tão adequada.

Aliás, quando algum apenado tem a função de cuidar das plantas da Unisp, ela fiscaliza de perto para garantir que todo o cuidado que ela já dedica seja feito também quando outra pessoa irá assumi-lo.

Em uma volta pela área externa da UNISP, Dos Anjos falou do plano formar uma praça com árvores e bancos em volta do prédio e também relatou como cada planta chegou até ali.

Ela mostrou ainda a decoração natalina, em que cada enfeite foi preparado por suas mãos, assim como em natais anteriores.

Porém, ao longo dos anos, Dos Anjos cultivou também amizades dentro do local de trabalho. Hoje, aos 55 anos, ela junta a paixão por cuidar de plantas e mexer com terra, com o sonho de ter o emprego que ela vislumbrava quando ainda era uma adolescente.

“Eu falava que um dia eu ia trabalhar em um lugar e ter uma sala só para mim. Naquela época não ouvia falar em computador, então eu dizia que ia ter uma máquina de datilografar, e uma mesa só para mim. Hoje, olha aqui, eu falava isso quando eu era menina. Eu realizei meu sonho”, finalizou.

Fonte: Folha do Sul/Jéssica Chalegra

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