Policial

Identificados e indiciados os acusados de matarem jovem a pauladas em Vilhena

Os dois disseram na polícia que “Lucas não aguentou quatro minutos de porrada”

Foi concluído esta semana, pela Delegacia de Homicídios de Vilhena, o inquérito que investigava o assassinato de Lucas Gabriel de Oliveira Lima,  19 anos. Na noite de 20 de junho deste ano, ele foi encontrado ferido e sangrando, na avenida 7 de Setembro, no bairro São José. Por causa dos ferimentos, Lucas (FOTO) foi levado para uma UTI em Cacoal, onde faleceu no dia seguinte.

Em coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira, 31, o delegado Núbio Lopes de Oliveira revelou que a equipe da Delegacia de Homicídios conseguiu levantar informações, o que levou a polícia aos suspeitos, que não têm passagens pela polícia.

De acordo com um dos autores do crime, Eduardo (só o primeiro nome dele foi citado), disse que havia sido vítima de um furto em sua casa, e por suas próprias investigações, concluiu que Lucas era o autor do crime.


 
Eduardo comentou com um colega de trabalho, Messias, que trabalhava com ele em uma obra, sobre o ocorrido. Messias então tomou as dores de Eduardo, porque Lucas fazia brincadeiras sobre não conseguirem provar ser ele o autor do furto.

Na noite do crime, Eduardo e Messias estavam em bar, quando Lucas chegou para comprar refrigerante, e logo saiu. Quando os dois amigos também foram embora, viram de longe a vítima, e a alcançaram. Nesse momento, começou uma série de espancamentos. Eles só pararam quando o agredido não apresentava mais reação. Um dos homens, em depoimento à polícia, relatou que “Lucas não aguentou quatro minutos de porrada”.

Eles alegaram que a intenção era apenas dar um susto, para que o rapaz respeitasse o patrimônio dos outros. Uma testemunha que passou no local ouviu os dois gritarem “é ladrão”, e foi essa testemunha a responsável por acionar a polícia.

O laudo apontou que Lucas só tinha lesões na cabeça, e teve traumatismo cranioencefálico, que foi a causa da morte. Havia também lesões no rosto que foram provocadas por arrastões. Sendo assim, foi concluído que, se os agentes tinham ou não a intenção de matar Lucas, ao golpear uma região vital, eles assumiram o risco de as agressões resultarem em um assassinato.

Os dois homens foram indiciados por homicídio simples, mas por se prontificaram em esclarecer e confessar o crime, por isso não foi representado pela prisão preventiva deles, que também apresentaram comprovante de residência fixa.

Fonte: Folha do Sul

Facebook Comentários
Google

Artigos Relacionados

Botão Voltar ao topo
Fechar
Fechar