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Funcionários dos Correios em Vilhena aderem a greve nacional; representante da categoria explica paralisação

Sindicalista alerta para efeitos de privatização defendida pelo governo

Na manhã desta quarta-feira, 11, foi iniciada uma paralisação nacional, deflagrada pelos funcionários dos Correios. A greve foi decidida em assembléias que aconteceram em todo o país na noite da segunda-feira, 09, e seguirá por tempo indeterminado.

De acordo com o agente de Correios e representante sindical da unidade de Vilhena, Valcir da Silveira, são vários fatores que culminaram na paralisação, mas dois deles são principais.

O primeiro é referente ao acordo coletivo de trabalho, realizado todos os anos. Ele explica que no mês de junho, os representantes sindicais começam a conversar com a empresa para renovar as cláusulas trabalhistas, que vencem uma vez por ano e, se não forem renovadas, os funcionários perdem direitos que foram conquistados ao longo dos anos. Uma negociação foi iniciada, mas a empresa não quer ajustar com os funcionários dos Correios.

Já o segundo motivo é privatização debatida pelo Governo Federal, e os funcionários são contra a medida. O sindicalista explica que a ação será prejudicial para a sociedade brasileira em geral, porque hoje existe uma lei que obriga os Correios a estar em todos os municípios do país, dando lucro ou não. Caso aconteça a privatização, ele só continuará em cidades que forem rentáveis para a empresa compradora.

Valcir cita que um dos critérios usados pelo Governo para a privatização é que hoje a empresa pública federal não dá lucro, “mas os Correios são uma empresa que a gente que está dentro sabe que dá lucro e até repassa de dividendos para o Governo Federal todos os anos.

Então, a gente vê que é necessário a empresa ser pública em todo Brasil, porque a partir do momento que for comprada, ela só vai agir onde dá lucro. Pouco mais de 200 municípios dão lucro, então a gente não sabe o que aconteceria com as outras cidades sem os Correios”, explicou.

Em Vilhena alguns funcionários não aderiram ao movimento, então os serviços serão prestados parcialmente. Porém, há possibilidade de novas adesões, segundo Silveira.

 

FONTE: Folha Do Sul Online

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