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Após operação da PF, 13 líderes do PCC irão para presídios federais

"Eles usavam a conta por 3 ou 4 meses e trocavam, eram contas alternadas. Eles também criaram códigos. Isso era feito em formato de planilhas, como uma empresa de contabilidade. Pessoas faziam o que se chama de fechamento e os valores eram checados para ver se não faltava dinheiro."

Treze lideranças da organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), presas em uma operação da Polícia Federal, realizada nesta terça-feira (6) para desarticular o núcleo financeiro da facção, serão transferidos para presídios federais.

De acordo com o delegado da Polícia Federal e coordenador da Operação Cravada, Martin Bottaro Purper, a operação teve início em fevereiro e revelou a dinâmica utilizada pela organização criminosa.

Os valores eram cobrados pelos integrantes da base da organização para serem enviados a membros da cúpula.

“Observamos a dinâmica da organização para entender e saber como realizar ações efetivas para interromper”, afirmou o delegado durante coletiva de imprensa no Paraná nesta terça-feira. “Eles arrecadam valores dos comparsas através de rifas, cobradas de dois em dois meses. Esse valor sai da base e chega para os principais líderes.”

O delagado Purper afirmou que mais de 400 contas bancárias foram identificadas e bloqueadas. “Eles usavam a conta por 3 ou 4 meses e trocavam, eram contas alternadas. Eles também criaram códigos. Isso era feito em formato de planilhas, como uma empresa de contabilidade. Pessoas faziam o que se chama de fechamento e os valores eram checados para ver se não faltava dinheiro.”

Quem não conseguia pagar os valores era, segundo o delegado e coordenador da operação, excluído ou espancado. As planilhas, explica Purper, mostravam ainda que os visitantes recebiam valores por contribuições que chegavam e saíam dos presídios.

Os bilhetes encontrados pela Polícia Federal, também chamados de “bate-bolas”, seriam levados para penitenciárias federais. “É uma das principais formas de comunicação dos presos com o meio externo.” Segundo o delegado, apenas um entre 20 bilhetes contém comunicação familiar. “Os demais são com ordens para delitos vindas dos integrantes do grupo.”

A operação dessa terça-feira (6) teve como foco o “resumo financeiro” da organização. “Esse dinheiro diz respeito ao gasto para sustentar a estrutura de rede em volta das cadeias. Às vezes a base recebe ‘migalhas’ (de contribuições financeiras) por sustentar as lideranças”

O que chamou a atenção dos investigadores na Operação Cravada, segundo o delegado, foram os conhecimentos contábeis empregados pelo grupo. “Eram pessoas com habidades para fazer planilhas e mexer com valores.”

Fonte: R7

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